De estatura alta ou baixa, toda mulher sabe o valor de um salto alto. Alonga a silhueta, confere uma postura e um andar mais sensual, desde é claro, que pareça um movimento natural da mulher. O que não é tão simples. Fatores como filhos pequenos, ônibus, trajetos longos de caminhada, clima, humor, entre outros, interferem na escolha. Talvez isso também explique porque precisamos de tantos modelos.
Mas embora seja uma usuária, quase dependente de salto alto, tem algo que me irrita profundamente. É o tal do toc toc do salto alto. Na maioria dos casos, se resolveria com uma simples troca de “taco”, que normalmente é de plástico por um de borracha e que não altera nada a estética do sapato.
Mas não é apenas isso, quando ouço um toc toc, não aquele suave, até mesmo misterioso, me refiro àquele estridente e marcado, isso me remete a agressividade, falta de feminilidade. A elegância e o bom gosto de uma mulher, seja através da roupa, da bolsa ou do sapato, não está apenas na escolha da marca ou modelo, mas no uso que faz dele.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Visão de homem público
Eu ainda era criança quando conheci Luiz Henrique da Silveira. Ele participava de quase todos os almoços da igreja que minha família freqüentava. Não que ele fosse luterano, mas era um político. Simpático, de bigode, trajando uma camisa de seda estampada.
“O homem que fez a ponte do trabalhador”, dizia meu pai. Passados mais de trinta anos do primeiro mandato como prefeito de Joinville, LHS retomou as obras de um teatro inacabado e construiu o Centro de Eventos Cau Hansen e trouxe para o Brasil, mais precisamente para Joinville, o balé Bolshoi, uma das principais companhias do mundo, mas cujo comentário geral era que estava falida na Rússia.

Mas, a escola, segundo LHS, seria apenas uma das molas propulsoras daquilo que ele dizia ser uma das vocações de Joinville, o turismo de eventos. Algo que soava estranho para nós joinvilenses. Afinal, o título de “cidade dos príncipes”, “das flores” e das “bicicletas” parecia não combinar muito com uma cidade eminentemente industrial, sem atrativos nem para turistas, tampouco, para os próprios moradores.
Todavia, os eventos começaram a acontecer, em seguida se instalaram inúmeros hotéis, aumentou o número de bares e restaurantes e a “cara” da cidade começou a mudar.
A “cara” e o modo de se vestir de LHS também mudaram bastante. Há alguns anos ele tentou tirar o bigode, mas não deu certo, houve praticamente um apelo popular para que o adotasse novamente.
Ele continua simpático, mas com a aparência mais cansada, o que é natural pela idade. Certa vez, quando já era governador, ao participar de uma homenagem na Câmara de Joinville, LHS parecia que estava cochilando na mesa de autoridades. Rabiscava de vez em quando algumas palavras em um papel, mas parecia alheio a cerimônia. Quando lhe concederam a palavra, ele recitou uma poesia, que acabara de escrever. Então, passados alguns anos, quando ele repetiu o mesmo gesto na minha formatura, não me surpreendi com um discurso que, da mesma forma que ocorreu com a poesia, deixou todos boquiabertos.
Fiz todo esse preâmbulo, pois embora não tenha LHS como um ídolo, nem ideal de modelo político, o vejo como um líder, obstinado, articulado, focado e que como poucos sabe conduzir sua vida política. Ao ler um artigo, de sua autoria publicado na edição de domingo do A Notícia, tive mais uma demonstração disso. Um político deve pensar grande, querer ir longe, mas sem nunca desviar os olhos dos problemas de sua cidade.
“O homem que fez a ponte do trabalhador”, dizia meu pai. Passados mais de trinta anos do primeiro mandato como prefeito de Joinville, LHS retomou as obras de um teatro inacabado e construiu o Centro de Eventos Cau Hansen e trouxe para o Brasil, mais precisamente para Joinville, o balé Bolshoi, uma das principais companhias do mundo, mas cujo comentário geral era que estava falida na Rússia.

Mas, a escola, segundo LHS, seria apenas uma das molas propulsoras daquilo que ele dizia ser uma das vocações de Joinville, o turismo de eventos. Algo que soava estranho para nós joinvilenses. Afinal, o título de “cidade dos príncipes”, “das flores” e das “bicicletas” parecia não combinar muito com uma cidade eminentemente industrial, sem atrativos nem para turistas, tampouco, para os próprios moradores.
Todavia, os eventos começaram a acontecer, em seguida se instalaram inúmeros hotéis, aumentou o número de bares e restaurantes e a “cara” da cidade começou a mudar.
A “cara” e o modo de se vestir de LHS também mudaram bastante. Há alguns anos ele tentou tirar o bigode, mas não deu certo, houve praticamente um apelo popular para que o adotasse novamente.
Ele continua simpático, mas com a aparência mais cansada, o que é natural pela idade. Certa vez, quando já era governador, ao participar de uma homenagem na Câmara de Joinville, LHS parecia que estava cochilando na mesa de autoridades. Rabiscava de vez em quando algumas palavras em um papel, mas parecia alheio a cerimônia. Quando lhe concederam a palavra, ele recitou uma poesia, que acabara de escrever. Então, passados alguns anos, quando ele repetiu o mesmo gesto na minha formatura, não me surpreendi com um discurso que, da mesma forma que ocorreu com a poesia, deixou todos boquiabertos.
Fiz todo esse preâmbulo, pois embora não tenha LHS como um ídolo, nem ideal de modelo político, o vejo como um líder, obstinado, articulado, focado e que como poucos sabe conduzir sua vida política. Ao ler um artigo, de sua autoria publicado na edição de domingo do A Notícia, tive mais uma demonstração disso. Um político deve pensar grande, querer ir longe, mas sem nunca desviar os olhos dos problemas de sua cidade.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Cinco músicas para ouvir quando você mesmo não está se aguentando

Tem dias que queremos estar sozinhos. É natural, necessário, revigorante. Melhora os sentidos, a percepção, a criatividade e pode nos fazer enxergar melhor até mesmo quem está ao nosso lado. Há, porém, outros dias, aqueles em que nos sentimos sozinhos, mesmo cercados por uma multidão. Esses são sombrios, ainda que o sol esteja lá. Então, o jeito é pensar que isso é só uma fase, foi você que se colocou nessa e só você poderá sair. Rá.
Enquanto isso vale a pena ouvir sozinho:
Música de Brinquedo - Live And Let Die (Paul & Linda McCartney) - Pato Fu
All You Need Is Love
Paul McCartney, Rod Stewart, Joe Cocker & Eric Clapton
Jason Mraz I’m yours
Lua cheia – Papas da lingua
Soldier of love - Pearl Jam
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Lista. Com certeza, em algum momento da vida, todo mundo já fez alguma relação: lista para o mercado, para o material de escola, para festa de casamento. Tem também aquela lista de pedidos de final ano: vou parar de fumar, trocar de carro, um amor, uma plástica ou viagem. Tem também a lista da Veja, das melhores musicas, dos melhores filmes, das estradas mais lindas do mundo, das melhores praias. Os critérios podem ser científicos ou cognitivos, mas o fato é que elas funcionam e facilitam a vida. Nos polpam desperdício de tempo e até mesmo de dinheiro, mas é claro, tem grandes chances de se tornar um vício. Digo isso, porque gostaria de compartilhar algumas preferências, porém, de forma que possa ser modificada, construída ou melhorada e para isso peço sua opinião.
Bom, nesta tarde enquanto escrevia este texto, caiu um temporal, daqueles apocaliptos.
Então, pra começar a lista pensei em cinco músicas pra ouvir num dia de chuva:
Have you ever seen the rain – Creedence
No more lonely nights - Paul Mccartney
Ritmo da chuva – Fernanda Takai
Red Rain - Peter Gabriel
Through the rain – Mariah Carey
Bom, nesta tarde enquanto escrevia este texto, caiu um temporal, daqueles apocaliptos.
Então, pra começar a lista pensei em cinco músicas pra ouvir num dia de chuva:
Have you ever seen the rain – Creedence
No more lonely nights - Paul Mccartney
Ritmo da chuva – Fernanda Takai
Red Rain - Peter Gabriel
Through the rain – Mariah Carey
Bens tombados em Lages
Caro João, seu comentário a respeito de bens tombados em Lages, me motivou a buscar mais informações a respeito. Realmente, a Casa na Praça da Catedral, onde era o Procon, é tombada pelo patrimônio e pertence à Cúria Diocesana.
Os dados são públicos e a relação dos bens tombados pelo município constam na lei orgânica, entretanto, a lista completa está disponível na Fundação Cultural.
Esta é a lei que dispõe sobre a preservação do patrimônio do município.
Relação dos bens tombados em Lages
Tombados no município
1 - Sobrado Belizário Ramos – Rua Nereu Ramos
2 - Parque Jonas Ramos – Tanque
3 - Cine Teatro Marajoara – Rua Nereu Ramos
4 - Passo Santa Vitória – Coxilha Rica
Protegidos pela Lei Orgânica
1 - Catedral Diocesana – Rua Benjamin Constant
2 - Mercado Público Municipal – Rua Manoel da Silva Ramos
3 - Colégio Vidal Ramos – Rua Vidal Ramos Junior
4 - Colégio Aristiliano Ramos – Praça João Costa
5 - Fórum Nereu Ramos – Rua Benjamin Constant
6 - Prefeitura – Rua Benjamim Constant
7 - Igreja São José – Rua Lauro Muller
8 - Prédio Fazenda Exp. de Lages – EMPASC
9 - Cacimba – Rua Carlos Jofre do Amaral
10 - Antiga Cúria Diocesana – Praça João Ribeiro
11 - Igreja Presbiteriana – Rua Quintino Bocaiúva
12 - Carvalho – Rua Vidal Ramos (retirado da lei orgânica em 2004)
Tombados pelo Estado
1 - Edificação situada na Praça João Ribeiro – Catedral Diocesana
2 - Edificação situada na Praça João Ribeiro, 40
3 - Edificação situada na Praça João Ribeiro, 28 e 16
4 - Escola Evangélica e Igreja Presbiteriana
5 - Conjunto das casas localizadas na Rua Benjamin Constant, 96, 98, e 96j
6 - Palacete Gamborgi – Rua Mal. Deodoro, 135
7 - Edificação situada na rua Cel. Córdova, 25 esquina Quintino Bocaiúva – Casa União
8 - Colégio Santa Rosa – Rua Lauro Muller
9 - Convento e Igreja São José – Rua Lauro Muller, 298
10 - Casa localizada na rrua Correia Pinto, 49
11 - Antigo Fórum Nereu Ramos – Rua Hercílio Luz
12 - Cine Teatro Tamoio – Rua Mal. Deodoro, 170
13 - Prefeitura do Município – Rua Benjamin Constant
14 - Conjunto casas 1,99 – Rua Nereu Ramos
15 - Grupo Escolar Vidal Ramos -1983 – Rua Vidal Ramos
16 - Conventinho Frei Rogério – 1985 – Rua Lauro Muller
17 - Fazenda do Cajuru – Coxilha Rica
Os dados são públicos e a relação dos bens tombados pelo município constam na lei orgânica, entretanto, a lista completa está disponível na Fundação Cultural.
Esta é a lei que dispõe sobre a preservação do patrimônio do município.
Relação dos bens tombados em Lages
Tombados no município
1 - Sobrado Belizário Ramos – Rua Nereu Ramos
2 - Parque Jonas Ramos – Tanque
3 - Cine Teatro Marajoara – Rua Nereu Ramos
4 - Passo Santa Vitória – Coxilha Rica
Protegidos pela Lei Orgânica
1 - Catedral Diocesana – Rua Benjamin Constant
2 - Mercado Público Municipal – Rua Manoel da Silva Ramos
3 - Colégio Vidal Ramos – Rua Vidal Ramos Junior
4 - Colégio Aristiliano Ramos – Praça João Costa
5 - Fórum Nereu Ramos – Rua Benjamin Constant
6 - Prefeitura – Rua Benjamim Constant
7 - Igreja São José – Rua Lauro Muller
8 - Prédio Fazenda Exp. de Lages – EMPASC
9 - Cacimba – Rua Carlos Jofre do Amaral
10 - Antiga Cúria Diocesana – Praça João Ribeiro
11 - Igreja Presbiteriana – Rua Quintino Bocaiúva
12 - Carvalho – Rua Vidal Ramos (retirado da lei orgânica em 2004)
Tombados pelo Estado
1 - Edificação situada na Praça João Ribeiro – Catedral Diocesana
2 - Edificação situada na Praça João Ribeiro, 40
3 - Edificação situada na Praça João Ribeiro, 28 e 16
4 - Escola Evangélica e Igreja Presbiteriana
5 - Conjunto das casas localizadas na Rua Benjamin Constant, 96, 98, e 96j
6 - Palacete Gamborgi – Rua Mal. Deodoro, 135
7 - Edificação situada na rua Cel. Córdova, 25 esquina Quintino Bocaiúva – Casa União
8 - Colégio Santa Rosa – Rua Lauro Muller
9 - Convento e Igreja São José – Rua Lauro Muller, 298
10 - Casa localizada na rrua Correia Pinto, 49
11 - Antigo Fórum Nereu Ramos – Rua Hercílio Luz
12 - Cine Teatro Tamoio – Rua Mal. Deodoro, 170
13 - Prefeitura do Município – Rua Benjamin Constant
14 - Conjunto casas 1,99 – Rua Nereu Ramos
15 - Grupo Escolar Vidal Ramos -1983 – Rua Vidal Ramos
16 - Conventinho Frei Rogério – 1985 – Rua Lauro Muller
17 - Fazenda do Cajuru – Coxilha Rica
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Patrimônio

Muitos detalhes chamam a atenção na estrutura física da Escola de Educação Básica de Lages, ou melhor dizendo, para facilitar a compreensão, no Colégio Industrial. É assim que a maioria dos lageanos conhece e se referem ao colégio projetado por Oscar Niemayer, isso talvez nem todos saibam.
Construído há 46 anos, a obra se destaca na Avenida Dom Pedro, não apenas pelo amplo terreno e a disposição da construção como também pelos três murais concebidos por um dos maiores artistas catarinense, nascido em São Joaquim,Martinho de Haro.

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